Quando a humanidade, exausta de séculos e séculos de palavras, de tratados, de doutrinas e de monumentos do espírito, se contempla no espelho da própria história, a interrogação surge, amarga e inevitável: que mais há a dizer?
As bibliotecas transbordam.
Os compêndios multiplicam-se.
Cada geração herda da precedente não apenas a memória, mas a advertência.
E, no entanto, o homem, em sua cega soberba, persiste no erro como se nada houvesse sido escrito antes dele.
Tanto já se filosofou sobre a justiça, e a injustiça reina.
Tanto já se pregou sobre a fraternidade, e a guerra não descansa.
Tanto já se demonstrou sobre a finitude dos recursos, e o desperdício continua a jorrar.
É como se todo o tesouro da sabedoria humana estivesse depositado ao alcance da mão, mas o homem, em sua insensatez, preferisse viver como mendigo, ignorando a abundância à sua volta.
O século é herdeiro de milênios de ciência e de poesia, mas segue tropeçando nas mesmas pedras que feriram os pés de seus antepassados. O erro já não é fruto da ignorância inocente, mas da escolha deliberada de desprezar o que já se sabia. A estupidez humana não está na falta de conhecimento, mas na recusa de aplicá-lo.
E aqui nasce o grande paradoxo: se tudo já foi dito, se todas as advertências já foram proferidas, se todos os horizontes já foram apontados — para quê insistir?
A resposta é esta: porque o homem, embora não aprenda no tempo que se lhe oferece, aprende no tempo que lhe é imposto.
Cada geração resiste ao saber, mas uma centelha, ainda que mínima, nela se fixa, e dessa centelha nascerá o incêndio do amanhã.
O saber precisa continuar a se desenvolver, não porque faltem palavras novas, mas porque, sem o cultivo incessante da verdade, a humanidade não teria sequer o que reencontrar quando, cansada de errar, finalmente desejar aprender.
As bibliotecas transbordam.
Os compêndios multiplicam-se.
Cada geração herda da precedente não apenas a memória, mas a advertência.
E, no entanto, o homem, em sua cega soberba, persiste no erro como se nada houvesse sido escrito antes dele.
Tanto já se filosofou sobre a justiça, e a injustiça reina.
Tanto já se pregou sobre a fraternidade, e a guerra não descansa.
Tanto já se demonstrou sobre a finitude dos recursos, e o desperdício continua a jorrar.
É como se todo o tesouro da sabedoria humana estivesse depositado ao alcance da mão, mas o homem, em sua insensatez, preferisse viver como mendigo, ignorando a abundância à sua volta.
O século é herdeiro de milênios de ciência e de poesia, mas segue tropeçando nas mesmas pedras que feriram os pés de seus antepassados. O erro já não é fruto da ignorância inocente, mas da escolha deliberada de desprezar o que já se sabia. A estupidez humana não está na falta de conhecimento, mas na recusa de aplicá-lo.
E aqui nasce o grande paradoxo: se tudo já foi dito, se todas as advertências já foram proferidas, se todos os horizontes já foram apontados — para quê insistir?
A resposta é esta: porque o homem, embora não aprenda no tempo que se lhe oferece, aprende no tempo que lhe é imposto.
Cada geração resiste ao saber, mas uma centelha, ainda que mínima, nela se fixa, e dessa centelha nascerá o incêndio do amanhã.
O saber precisa continuar a se desenvolver, não porque faltem palavras novas, mas porque, sem o cultivo incessante da verdade, a humanidade não teria sequer o que reencontrar quando, cansada de errar, finalmente desejar aprender.
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